CGOP - Centro Ginecológico Obstétrico Paulista

Galeria
Galeria »
Saúde da mulher
Saúde da mulher »
Artigos
Artigos »


Horários de Atendimento

De Segunda à Sexta-feira
das 8:00h as 18:30h



Endereço de nossa clínica

Rua Cubatão, 1075
Vila Mariana - São Paulo
CEP-04013-044 - SP
Agende sua consulta: 11-5549-3002/5549-3573




» A luta das mulheres contra o Aumento de Peso

A luta das mulheres contra o aumento de peso

* Rubens Paulo Gonçalves

A moda, entre outros apelos da comunicação de massa, vem forçando as silhuetas femininas a se tornarem cada vez mais esguias, um inevitável maior controle da alimentação e um incremento de exercícios. Isso se tornou uma das maiores preocupações da mulher moderna. São grandes os sacrifícios para evitar um ganho de peso, não raramente fisiologicamente inevitável. Quanta energia e dinheiro são dispendidos para modelar as particularidades do tecido adiposo feminino! Desde o início da puberdade, quando os estrogênios (hormônios femininos ) começam a agir efetivamente no corpo da mulher, as diferenças entre os dois sexos se acentuam. De um corpo sem características ginecoides, a mulher passa a adquirir contornos e formas próprias. O peso de gorduras que se localizam nos quadris, coxas e seios torna-se o dobro daquele adquirido pelo homem na mesma fase.A menina vai ficando com formas suaves e arredondadas e para isso a camada de gordura abaixo da pele se localiza em lugares do corpo que mais tarde podem conter gordura demais, como por exemplo nos quadris e mamas. A variação ponderal na mulher é muito mais acentuada que no homem, em função de eventos particulares de sua vida (ciclo menstrual, contracepção, gravidez, intervenções ginecológicas, problemas afetivos e menopausa). As diferenças morfológicas de distribuição do tecido adiposo, conforme o sexo são consideráveis. O desenvolvimento da gordura feminina na parte inferior do corpo – região pélvica, nádegas e coxas – permite conciliar a constituição física a um estoque energético destinado a satisfazer as necessidades da gravidez e do aleitamento. O número de células gordurosas e, mais ainda, seu conteúdo em triglicérides, determinam a importância do tecido adiposo. Em período de atividade genital, os hormônios que multiplicam as células pré-adiposas, também facilitam sob determinadas condições que a gordura acumulada na parte inferior do corpo, sofra um processo de maior ação da lipase, uma enzima, que acelera o consumo da gordura. Isso ocorre especialmente na fase de aleitamento, ou seja, a mulher que amamenta, emagrece muito mais rapidamente. As mulheres em menopausa, tendem a que a gordura das nádegas comece a desaparecer, fazendo com que tenham uma linha mais reta em seu dorso, ou seja, caiam as nádegas. Os seios, com menos gordura, perdem também um grande elemento de sustentação e tendem a pender sobre os arcos das costelas. Essa tendência pode se inverter por uma Terapia de Reposição Hormonal. Nos homens, em contrapartida, a testosterona inibe a produção de células gordurosas femorais. É por isso, que eles têm menos gordura nas coxas e nádegas. Esse processo, contudo, se inverte no que diz respeito ao abdome. Resumindo, os homens mais velhos ficam barrigudos e as mulheres com um ar matronal, com ancas largas, sem nádegas e com seios maiores. Evolução normal O peso não é estável ao longo da vida. Estudos recentes revelam que, a partir de 25 e 30 anos, o ganho ponderal é um fenômeno fisiológico, que continua até a idade de 60 a 65 anos, em ambos os sexos. Na mulher, o índice corporal(IC), ou de corpulência, se extrai da fórmula: IC = peso/altura2. Este índice se eleva em 1kg/m2 a cada dez anos, o que corresponde a um ganho ponderal de 8 a 10kg no espaço de 40 anos. Tanto homens como mulheres, numa população normal, têm evolução ponderal semelhante. A grande variação está na localização dos depósitos. Causas A maior parte dos estudos que leva em conta as variações de peso de uma população, tem como objetivo avaliar as conseqüências em termos de distribuição adiposa das perturbações metabólicas e sua morbidade. Poucos deles, no entanto, estão interessados em determinar as causas desses ganhos. Um estudo realizado na Universidade de Princeton em 2005, com 296 pessoas, desde seu nascimento até a idade de 50 anos, revela que, nas mulheres, a corpulência observada, antes da puberdade, aparece como um mau sinal para a corpulência que se instala na idade entre 40 e 50 anos. Nos homens, inexiste tal correlação. Essa diferença pode ser devida ao aumento de gordura do tecido subcutâneo que acompanha a puberdade feminina. O quanto se come, o que se come e quanto se gasta do que se ingere, são os pilares mais sensíveis em termos de equilíbrio ponderal, pois um ganho, teoricamente, não pode vir, senão de um desequilíbrio entre as ingestas e os dispêndios. O aumento, então, está sempre ligado, à maior quantidade ingerida e à diminuição da atividade física, profissional e de lazer, que constituiriam o maior gasto. Os antecedentes genéticos, bem como o estilo de vida igualmente têm importância na relação entre ganho de peso e dieta alimentar. O efeito dos esteróides sexuais sobre a regulação de peso faz suspeitar de sua ação específica sobre o controle da tomada alimentar e sobre o nível de dispensa energética. Os trabalhos que falam sobre isso, além de antigos, oferecem resultados controversos. Para alguns, as diferentes fases do ciclo menstrual são associadas a variações do metabolismo basal. Para outros, essas variações são mínimas e independentes do ciclo ovulatório. A gravidez A gravidez é o maior evento hormonal e metabólico na vida de uma mulher, sendo responsabilizada há muitos e muitos anos por seu aumento de peso. O estado gravídico é acompanhado de um ganho inevitável de peso, dentro de um quadro de normalidade (8 a 12 kg). Esse ganho é dividido entre os três trimestres, de modo a suprir todas as necessidades do feto. O ganho de peso excessivo durante a gravidez deve ser evitado não só por razões obstétricas, mas também como prevenção de alterações metabólicas a longo prazo. A retenção de peso após a gravidez não é sistemática, mas é mais constante em mulheres a partir dos 35 anos. É importante a constatação de que mulheres que amamentam perdem peso rapidamente no pós parto. Durante esse período o decréscimo ponderal‚ será mais rápido, quanto menor tiver sido o ganho durante a gravidez. Conclusão Ao invés de se submeterem a “milagrosos regimes”, prescritos por “milagrosos médicos” que incluem “milagrosos medicamentos” por não milagrosos preços, a receita mais eficiente para emagrecer é: Fechar a boca e fazer exercício. Algumas vezes, digamos 10% das vezes, em que uma mulher engorda fora de ganhos fisiologicamente normais pelos eventos já anunciados, esse ganho é devido a alguma patologia. A Tireóide é muitas vezes tomada como bode expiatório,(por famintas e por maus médicos), como responsável, pela perda da silhueta. A cada tratamento desnecessário que se faz para um pseudo hipotireoidismo mais se complica a vida ponderal da mulher. Regimes “do alpiste”, da “Sopa X” ou do “Chá Y” não são nada mais que picaretagens difundidas com um único sentido: dar lucro para quem os produz. Minha querida leitora. Se você é daquele time das que falam: “não como e engordo”, seria interessante se apresentar à ONU para que o seu caso seja devidamente estudado e, quem sabe, sua experiência possa ser empregada naqueles países da África com absoluta falta de comida. Você poderia ganhar o prêmio Nobel. Lembre-se, o gordo é, antes de tudo, um mentiroso. Não minta para você. Anote tudo que come durante o dia, mesmo que seja uma pontinha de pão ou aquela batatinha frita que você roubou na cozinha. Você verá: você come muito mais do que pensa. Não jogue dinheiro fora tentando fórmulas emagrecedoras que quando acabam e você passa para a “manutenção” lhe dão um grande sentimento de culpa porque você volta a engordar. Você não é culpada, culpado é o mau médico que lhe prometeu um milagre e ele não foi permanente. Não foi por uma única razão: para o nosso corpo, não existem milagres. * Dr Rubens Paulo Gonçalves Diretor do Centro Ginecológico Obstétrico de São Paulo Ginecologista- Febrasgo Do corpo Clínico dos Hospitais Albert Einstein, Sírio Libanês e São Luiz Autor dos livros: Gravidez para Grávidas Desafio da Menopausa

» Sangramento Anormal » Dor pélvica crônica
» Exame Anual » Contracepção
» Fertilidade » Plástica de Mamas
» Endometriose » Pílulas Anticoncepcionais
» Doenças Sexualmente Transmissíveis » A luta das mulheres contra o Aumento de Peso
» O Amor ao Entardecer » Gravidez O início
» As Novas Relações Homem/Mulher

Fone / Fax - (011) 5549-3002 A Clínica| A saúde da mulher| Convênios| Parceiros| Localização
CGOP® - Centro Ginecológico Obstétrico Paulista - 2017 - Todos os direitos reservados - Desenvolvido por Special Bits & Midiatre