CGOP - Centro Ginecológico Obstétrico Paulista

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» Gravidez O início

O ATRASO, A NOTÍCIA Quando a menstruação atrasa, o primeiro pensamento para toda mulher em condições de procriar é: Será que estou grávida? Esse alerta dado pela ausência do sangramento habitual, nem sempre é o primeiro. Muitas vezes, as mulheres sabem que estão grávidas antes que qualquer exame de positivo, ou de qualquer atraso. O que é isso? Sensibilidade? Autoconhecimento? Será isso possível? Já vi casos de mulheres que souberam estarem grávidas no dia seguinte em que tiveram a relação que as engravidou. Uma delas diante da minha incredulidade, na seguinte gravidez, me telefonou e disse; − Dr Rubens, ontem a noite fiquei grávida. Não terei mais relações no período fértil e o senhor vai ver que estou certa. Realmente, a menstruação não veio e ela tinha ficado grávida na relação que me falou. Qual o sinal, já conhecido da primeira gravidez? Pela manhã ela acordou e viu estrelinhas coloridas surgindo e caindo do teto... A partir daí, concluí que de uma grávida espera-se coisas que transcendem a nossa sabedoria e conhecimento científico. Existe algo de superior e mágico na gravidez. Acostume-se a isso. Quanto a vontade de transmitir a notícia, tornar público seu estado, varia muito em relação a cada mulher. Existem algumas que com 1 dia de atraso, acordam e telefonam para suas mães. Outras, esperam um ou mesmo dois exames para comunicarem, até para seus parceiros. Ficar grávida é uma condição fisiológica; é como crescer, envelhecer, nascer o seio, crescer cabelo. É algo que seu organismo providencia e estimula. A noticia então deverá ser a confirmação do que se esperava. Quando não, é causa de grandes confusões. O diagnóstico da gravidez Ter a certeza da gravidez dentro de seu ventre é um momento de expectativa e angústia para a mulher. Saber-se grávida, com brevidade, é importante para sua tranqüilidade e bem estar. Há alguns anos, só se sabia que uma mulher estava grávida após um atraso de no mínimo 20 dias. Hoje com a evolução da técnica e métodos de exames, essa resposta pode ser conseguida com dois dias de atraso menstrual ou quatro semanas e dois dias de gravidez. Os sinais mais precoces de que um ovo está implantado, dizem respeito à retenção hídrica dada pelo aumento de progesterona. Assim, o aumento dos seios, é dos primeiros sinais, mas pode ocorrer também na ausência de gravidez, pelo simples atraso da menstruação, principalmente se a mulher está ansiosa para ser, ou ansiosa para saber, que não vai ser, mãe. Dosagem de ßHCG sérico (no sangue) O que é isso? É a fração ß de um hormônio produzido no Corion, uma porção do ovo, que se instalou no útero daí o nome “Hormônio Coriônico Gonadotrófico” ou simplesmente Gonadotrofina Coriônica. O exame pode dar negativo e a paciente estar grávida? Pode. O exame negativo deve ser repetido após alguns dias (2 ou 3) pois poderá tratar-se de uma implantação tardia e não no 14° dia do ciclo. O exame pode dar positivo e a paciente não estar grávida? Não. O exame positivo sempre evidencia uma gravidez. Pode ser que não esteja mais, mas ele mostra no mínimo que houve um ovo implantado. ßHCG na urina São normalmente testes caseiros, adquiridos nas farmácias, e evidenciam a presença de Hormônio Coriônico em uma gota de urina. São mais falíveis que os exames de sangue. Alguns anunciam certeza do resultado em quase 100% após 48 horas de atraso, mas, é sempre bom, comprovar a gravidez pelo exame de sangue. Ultra-sonografia Exame não invasivo que mostra o ovo implantado a partir de dois a sete dias de atraso. Pode ser negativo e a paciente estar grávida? Dependendo do equipamento usado, da época da fecundação, e de quem interpreta o que vê, pode ser negativo e a paciente estar grávida. Sempre é bom fazer um ßHCG para confirmar a negatividade depois de uns dias, ou repetir o US para tentar ver o ovo. Tomar Medicamentos Quando está Atrasada a Menstruação Muitas vezes, após um exame negativo, é prescrito para a mulher, tomar progesterona: Provera, Primodos, Primolut com o intuito de provocar a vinda da menstruação. Depois de tomar um desses medicamentos, ela espera mais uma semana e sua menstruação não vem. O médico manda então que repita o exame. Agora, ele vem positivo. A progesterona fez mal? Não! A progesterona é o hormônio da gravidez. Esses medicamentos têm dosagens que não provocam normalmente abortos ou más formações. E as bebidinhas que eu tomei para comemorar que não estava grávida, fizeram mal? Não, mas é melhor parar de tomar. Tomei remédios para abortar quando atrasou a menstruação, meu filho poderá nascer mal formado? Aqui é necessário saber o que se tomou e em que dosagem. Dada a diversidade do que pode ter sido tomado para provocar um aborto, seria interessante falar com seu médico para que ele a esclareça. De maneira geral desde que você não tenha abortado, está tudo bem. Perigo de más formações com “Pílulas do dia Seguinte” não chegam a 0,2%, apesar dos trabalhos sobre o assunto ainda serem recentes e alguns deles controversos. Não sabia que estava grávida e continuei usando espermaticidas no primeiro mês em muitas relações. Meu feto pode ter algum problema por isso? Essa indagação é muito comum, porque o método é bastante falível quando usado isoladamente. Muito se especulava sobre a possibilidade de crianças nascerem com alterações genéticas inclusive Down. Hoje em dia se sabe que o uso continuado desses medicamentos no primeiro mês, não trás nenhum mal ao feto. Para dor de cabeça, o que devo tomar quando minha menstruação está atrasada e não sei se estou grávida Os medicamentos que contém aspirina, não devem ser tomados pois são anti agregantes plaquetários e aumentam o tempo de coagulação. Porém se já os tiver tomado, tenha certeza que não lhe fizeram mal pois você não sangrou. Se sangrou fale ao seu médico que tomou. O melhor medicamento nesse início de gravidez para cefaléias de um modo geral é o paracetamol, que não trás nenhum risco. Antes de menstruar, tenho sempre cólicas. O que posso tomar sem saber se estou grávida Provavelmente se você ficou grávida, você não terá essas cólicas e talvez esse seja o primeiro sinal a lhe chamar a atenção para que algo diferente está acontecendo. Mas, se isso acontecer, pode tomar algum medicamento que contenha N-Butilescopolamina, ou Dipirona se você não tiver alergia a eles. A Pseudociese É de ocorrência não rara e acontece em mulheres com muito desejo ou muito medo de gravidez. Constitui-se em uma falsa gravidez. A menstruação não vem, os seios ficam túrgidos, enjôos aparecem e os exames dão negativos. Normalmente ao verificar-se a negatividade dos exames, a menstruação aparece em seguida. São tristes os casos em que a gravidez é almejada com intensidade, pois a decepção é muito grande. Ao contrário, quando não é desejada, o alívio é imenso. O medo de ter uma pseudociese, às vezes faz com que mulheres retardem a comunicação de um atraso menstrual ao marido ou a família. A insegurança é muito grande, principalmente para aquelas que já passaram por uma experiência assim. Existem casos, que uma pseudociese é levada até o final da gravidez, com aparecimento de estrias, ganho de peso, aumento dos seios, ausência de menstruação etc. Sem dúvida aí se trata de uma patologia psíquica mais importante, pois em algum nível a mulher sabe que não está grávida e para não receber essa notícia, não procura médico ou exames que comprovem seu estado. Portanto, pseudociese tem origem no psiquismo e por aí tem que ser resolvida. A Mãe Solteira Talvez seja interessante falarmos um pouco sobre esse acontecimento cada vez mais comum, uma mulher solteira estar grávida. Há algumas dezenas de anos, isso se constituiria num grande problema familiar. Muitas vezes o fato levava a filha a ser expulsa de casa, como alguém que tivesse cometido um pecado capital. Hoje, a gravidez em mulheres solteiras além de não se constituir em um problema é em muitos casos (como em minha casa onde minhas duas filhas engravidaram solteiras) motivo de grandes satisfações. Se você pensar bem, chegará a conclusão que a única forma de sermos avós cedo, pelas concepções sociais atuais, é que nossas filhas engravidem por acidente. Hoje, a mulher para engravidar pensa primeiro em se formar, depois arranjar emprego, depois fazer pós graduação, doutorado etc etc. Resultado quando vai tentar engravidar descobre, não raramente, que ou ela ou ele têm algum problema que os impede de conceberem quando queriam e programaram. Aí então começa uma maratona de exames, inseminações etc, que aumentam a angústia e submetem o casal a grandes confrontos. Por isso se você ficou grávida solteira, saiba que seus pais mais dias menos dias vão adorar. Existe entretanto, uma outra condição na qual a gravidez solteira é mais problemática: quando ela se torna indesejável para o pai da criança. Quando ela é indesejável para o casal, não irei comentar pois não acredito que ninguém que está lendo este livro tenha esse problema, mas se você está enfrentando uma gravidez sozinha, duas coisas podem ter acontecido. A primeira é que você tenha planejado uma produção independente, a segunda é que não tenha planejado nada , mas após saber que estava grávida resolveu assumir a gravidez mesmo sem o apoio do pai da criança. Se você acredita que mãe é essencial, pai é um acessório desejável mas descartável, e planejou ter um filho, mas esse filho não ter um pai conhecido, acredito que possa enfrentar bem os nove meses. Se entretanto você resolveu enfrentar o mundo com sua barriga na frente e sem um apoio de um homem que a ama e que quer esse filho como você atrás, você é alguém para, em primeiro lugar, se tirar o chapéu. Os problemas serão inúmeros: a família, se vai apóia-la, ou não, os amigos, se vão compreendê-la, ou não, seus patrões se vão ajudá-la ou não. Depois, entretanto, que você passar por essa, vencedora, nada mais no mundo poderá assustá-la ou detê-la. Todos os desafios serão enfrentados com a alma reforçada por essa excepcional experiência. Vá em frente! Você tem toda a nossa torcida! SINTOMAS DA GRAVIDEZ Enjôos, Náuseas, Vômitos De ocorrência freqüente nos três primeiros meses de gravidez, tem diversas etiologias e intensidades. Acontece na grande maioria das vezes no período da manhã a partir já dos primeiros dias de atraso menstrual. O organismo humano funciona em Homeostase, que nada mais é que um equilíbrio entre o que é ingerido, consumido e eliminado por ele. A gravidez é responsável em seu início por um rompimento dessa homeostase pois grandes modificações acontecem e nossa fisiologia se adapta lentamente a elas.. Inicialmente o ovo é reconhecido por nossos sistemas, inclusive o sistema imunitário, como um corpo estranho pois é de uma composição genética que não tem nada a ver conosco já que metade dele vem do parceiro. Além disso, um corpo estranho que começa a produzir uma substância que metabolizada, provoca uma sobrecarga hepática e náuseas. Essa substância é a Gonadotrofina Coriônica, que aumentará seus níveis circulantes até o terceiro mês. Podemos dizer, que ela é a principal causa fisiológica das náuseas, enjôos e vômitos nesse período. Vários outros fatores adjuvantes contribuem para que as náuseas aconteçam. Na gravidez, a pressão cai, pois existe uma maior vaso dilatação, pela presença de um nível elevado de progesterona, produzida no Corpo Lúteo do ovário. Além disso, esses mesmos níveis fazem com que a temperatura média da gestante chegue a ser de dois a três décimos de grau maior que a temperatura anterior a esse estado. A vaso dilatação resultante dessa maior temperatura, e a menor pressão arterial, constantemente provocam diminuições súbitas da irrigação cerebral, com perda de equilíbrio e conseqüentes náuseas e vômitos. Muitas vezes, até acontece perda de consciência. Em filmes e romances antigos, muitas vezes se vê, que a forma mais fácil de se diagnosticar gravidez numa jovem que tivesse mantido relações sexuais, era o aparecimento de desmaios. Se desmaiasse, pronto, estava grávida. Hoje em dia as mulheres desmaiam muito menos, em qualquer situação. A própria liberação da sexualidade feminina, contribuiu para diminuir bastante o número de mulheres histéricas. Os níveis de enjôo variam desde leve até muito grave. Os leves são tratados com antieméticos comuns e vitamina B6. Os de intensidade média, necessitam de medicação intramuscular e os estados graves, de terapêutica endovenosa muitas vezes com internação para controle de hidratação e proteção do metabolismo hepático. Alguns conselhos úteis para os casos leves e de média intensidade, passam pela sabedoria popular e na maioria das vezes dão resultado: - Não escovar os dentes assim que levantar pela manhã. Lave a boca com água morna, tome sua refeição, repouse um pouco, para só depois escová-los. - Se tem que andar de automóvel, procure dirigi-lo ou no mínimo andar ao lado do motorista, nunca atrás. - Obedeça ao seu paladar. Se tem necessidade de gostos fortes, ingira-os: assim azeitonas pretas, queijos mais fortes, limão etc. - Coloque uma pedrinha de gelo na boca quando começar seu enjôo - Meça sempre sua pressão. Se necessário tome alguma coisa para aumentá-la. Um pouco de sal na boca as vezes melhora. - Coma várias vezes ao dia, pequenas quantidades de cada vez. Mantenha sempre alguma coisa no estomago. Ao contrário do que possa parecer, com estomago vazio, você terá mais enjôo. - Não tome banhos muito quentes e prolongados. Sua pressão cai e você se sentirá mal além de enjoar. A Hiperemese gravídica É um quadro de vômitos incoercíveis que necessita na maioria das vezes internação e hidratação endovenosa. Várias explicações são procuradas para sua ocorrência. Uma delas diz respeito à figura de mãe introjetada. O que é isso? Para facilitarmos o entendimento, exemplifiquemos com o que se segue: Quando falo palhaço, você imagina um. Sem dúvida o que eu, ao mesmo tempo imaginei, será diferente do seu. Quando falo bailarina, você imagina uma figura e eu imagino outra. Cada um de nós tem exemplos mentais de figuras não só plásticas, mas também psíquicas. Quando a figura de mãe psíquica tem problemas, fica difícil para a gestante achar que será uma boa mãe, pois a que guarda dentro de si é uma figura defeituosa. Entenda, entretanto que essa figura não tem nada a ver com a figura de sua mãe biológica. Se assim fosse quando uma filha tivesse hiperemese todas suas irmãs também teriam. Essa figura é só sua, não diz respeito à mãe que você teve, mas a mãe que você tem dentro de você. Quando existe então a confirmação da gravidez existe uma rejeição não ao bebe, mas a essa sua figura de mãe, daí os vômitos sem parar. Parece que a gestante quer colocar para fora coisas que a perturbam. Sem dúvida é uma das explicações e não, a explicação. Muitas coisas têm que ser investigadas para confirmar a origem psíquica da hiperemese: insuficiências hepáticas, infecções principalmente urinárias, degeneração molar (que é uma patologia da gravidez) e muitas outras. Sialorreia É a produção excessiva de saliva, que aparece junto com os enjôos ou independente deles. As causas são as mesmas, mas é interessante notar que são muito mais comuns em mulheres de classes sociais mais carentes. Têm muita dependência emocional e provavelmente estão ligadas a dificuldades alimentares da infância. Chega a ficar tão intensa que acaba provocando feridas nos lábios, de tanto que as mulheres enxugam a saliva, já que engoli-la provoca náuseas. O tratamento é o mesmo que para os enjôos, antieméticos e vitamina B6 Mudança de coloração nos mamilos Já no primeiro trimestre é freqüente notarmos uma certa mudança de coloração e turgidez dos mamilos. Isso começa a acontecer e aumenta com o passar da gestação, fazendo parte da preparação da mama para o bebe. Não há necessidade de qualquer preparação externa para torná-los propícios. Pata tanto não são necessárias, como se pensava, massagens com toalha depois do banho, colocar “uma casca de noz” em cada um, etc, etc. O mamilo se prepara para a amamentação fisiologicamente sem ajuda externa. Alem da mudança de cor dos mamilos, existe normalmente um grande crescimento dos seios. Sonhos e Pesadelos O universo psíquico da gestante tem um propósito e uma insegurança. O propósito, ter o bebe, a insegurança: Serei capaz de ter um bebe perfeito? É interessante notarmos que mesmo mulheres cujos antecedentes familiares não indicam qualquer possibilidade concreta de ter um filho mal formado, têm pesadelos constantes com esse fato. Costumo conversar com minhas clientes, lembrando que devem atentar para o seguinte raciocínio: Imaginem a hora do primeiro parto. O que está nascendo? Um bebe, é a resposta. Realmente, se pensarmos só em uma direção, está nascendo um bebe. E na outra direção, o que está nascendo? Está nascendo uma mãe! Os dois nascem exatamente no mesmo instante. Essa mãe, agora formada, não tem ainda, para a mulher que ali deu a luz, uma imagem ideal. Poderemos novamente aqui encontrar a tal “imagem introjetada” defeituosa, É de suas dificuldades para tratar com um papel desconhecido e de tanta importância, a real razão de seu medo. “Tenho medo de que o que vai nascer não seja perfeito”. O que vai nascer? O bebe? Bem, então tenho medo que ele não seja perfeito. Mas!! O que vai nascer: A mãe! É essa imagem não ser perfeita o que apavora. É lógico que existe medo de más formações no bebe, não é desse medo racional que eu falo. Falo do medo irracional, que mesmo depois de 10 Ultra-sonografias, exames de vilo corial e medida de ângulo nucal normais, ainda causa pesadelos. Sonhos eróticos são muito comuns, não só no início, mas no decorrer de toda a gravidez. São comuns e devem ser considerados como fisiológicos. A mulher está grávida, e muitas vezes uma maior quantidade de hormônios circulantes, pode lhe dar um aumento da libido, e como resultado um maior número de sonhos eróticos. Sonhar que o bebe está nascendo muito pequenininho, nos primeiros meses, reflete e insegurança e o medo da perda. São sofrimentos que um obstetra não tem como evitar para suas gestantes. A única coisa é reafirmar que está indo tudo bem e que o bebe não vai nascer, baseado em exames e observações permanentes e atentas que ele regularmente está fazendo. DÚVIDAS E SUAS RESPOSTAS Sexualidade e Gravidez A gravidez é um estado que normalmente não deve favorecer a sexualidade. Se imaginarmos que a libido existe para garantir a procriação, a procriação estando garantida, não deveria haver estímulo para a realização do ato sexual. No entanto isso varia de mulher para mulher, de fisiologia para fisiologia, de psiquismo para psiquismo. Com o evoluir da gravidez, com a visão do corpo, que perdeu sua forma original, a auto imagem nem sempre muito boa, pelas gramas ganhas, é até pela dificuldade física, a predisposição para um relacionamento sexual, pode diminuir muito, mas isso não é regra geral. As dúvidas geralmente colocadas são: Agora que estou grávida, posso ter relações normalmente? Pode, mas, sem o “brilhantismo de outrora”, sem invenções ou estripulias. A relação sexual só poderá causar algum problema se mecanicamente ela produzir algum constrangimento ao útero ou ao seu abdome. Do contrário, é relaxante e reforçadora da ligação do casal que se ama. Desde que fiquei grávida, tenho enjôo pelo meu marido. Não suporto o perfume dele, o cheiro da água de barba... Estou gostando menos dele? Tenha a certeza que o que você está sentindo é perfeitamente normal. Repare nos animais. Por exemplo, uma cadelinha prenhe. Quando o macho se aproxima, ela o morde. Não quer nem ficar próximo dele. Tudo que a moveu em direção ao seu macho, agora que está satisfeito seu instinto de perpetuação da raça, a defende, afastando-a dele. Além disso, inconscientemente, a análise da resposta à pergunta: “Quem é o responsável por eu me sentir tão mal?” É respondida apontando sempre para ele. Portanto, nada mais normal que você não o aceite muito. Isso passa e pode ter certeza, não tem nada a ver com seu amor. Desde que fiquei grávida, minha disposição sexual ficou extremamente maior. Isso é normal? Freqüentemente mulheres que antes da gravidez tinham algum problema de baixos níveis hormonais, ao engravidarem, pelo banho de hormônio que recebem, ficam mais excitáveis que antes. Essa condição é absolutamente normal. Só cuidado com ou traumatismos que podem decorrer de posições não apropriadas ou penetrações demasiadamente profundas. Desde que fiquei grávida minha libido diminuiu muito, isso é normal? A libido na gravidez, é muito variável, indo de um extremo ao outro. Componentes psíquicos e hormonais se combinam para dar uma imensa diversidade de reações nesse sentido. Muitas vezes sinto dor as relações. Isso é normal? Sua vagina dependendo da época da gravidez está com um teor ácido que favorece o aparecimento de Monilia, um fungo oportunista. Em primeiro lugar é preciso saber se não é isso que lhe da um certo ardor vaginal e na maioria das vezes, coceira. É possível também, no último trimestre, aparecerem varizes vaginais, o que complica a relação, dando dor. Fisiologicamente, essa dor não deveria existir. É preciso examiná-la para afastar alguma patologia. Meu marido, desde que fiquei grávida tem muito enjôo e vômitos matinais. Isso é normal? Dizer que isso é normal, não seria correto. Na verdade reflete uma dificuldade emocional dele e uma extrema simbiose com sua gravidez. Não é raro acontecer, como também não é raro que maridos enquanto as mulheres estão em trabalho de parto, sintam cólicas tão ou mais fortes que elas. A depressão pós-parto, também, está incluída no rol de sintomas que os maridos assim comprometidos podem apresentar. Quando qualquer desses sintomas se torna muito perturbador, necessita atendimento especializado em nível psicológico. Desde que fiquei grávida, meu marido não chega nem perto de mim na cama. É normal? Se estivermos falando de relações no início ou meio da gravidez, podemos dizer que essa postura é comum, mas não posso dizer que seja a mais normal e conveniente. Provavelmente essa atitude reflete uma confusão entre sua imagem de amante e a imagem de mãe que você tem agora. A posição de colocar-se distante sexualmente de sua companheira, muitas vezes reflete um complexo de Édipo não resolvido e muito reprimido. Uma Psicoterapia para ele seria o mais recomendável. Falando-se, entretanto de um afastamento no último mês ou a dois meses do final da gravidez, é absolutamente normal. O grande volume do abdome, a extrema sensibilidade da pelve e da vagina, pode fazer com que ele fique com medo de machucá-la, ou a gravidez. Certa vez um marido perguntou-me se não havia perigo do nenê mordê-lo durante uma penetração mais profunda. Não! Esse perigo não existe, o nenê está dentro do útero e o pênis só na vagina. Sinais de Certeza de Gravidez A amenorréia, os enjôos náuseas e vômitos, a sialorréia, as micções mais freqüentes a mudança de pigmentação de mamilos e lábios vulvares e muitos outros sinais e sintomas, são todos presuntivos de gravidez. A amenorréia pode ser emocional, hormonal ou fruto de excesso de exercícios físicos. A náusea pode acontecer por intoxicações alimentares, infecções e muitas outras doenças. A sialorréia pode ser emocional. As micções freqüentes, uma cistite. A mudança de pigmentação de aréola e vulva, ser resultado de desequilíbrio hormonal. Os sinais de certeza de gravidez são: . a visualização do embrião por ultra-sonografia (3 semanas após a concepção); . ouvir batimento cardíaco fetal pelo sonar (10 semanas); . movimentos fetais sentidos através do abdome (16 semanas). A Data provável do Parto Dizem que os membros de uma família têm sempre algo a perguntar ou cobrar dos casais jovens que se formam. Quando namoram, a pergunta é: − Quando é o casamento. Depois do casamento é: − Quando vão encomendar um bebe? Quando está encomendado é: − Quando nasce? Para responder a essa última pergunta é preciso em primeiro lugar saber que nada é absolutamente certo, depende de tantas variáveis que vão desde o tamanho do ciclo menstrual até o estado psíquico da mãe. Por isso se diz: só o bebe sabe o dia que vai nascer. Teoricamente a gravidez dura de 39 a 41 semanas, ou seja, de 273 á 287 dias a partir do primeiro dia da última menstruação. 266 dias ou 38 semanas a partir da fecundação. Como não se sabe o dia da fecundação contamos de 39 semanas a 41 a partir do primeiro dia da última menstruação. Você poderá argumentar que então nas duas primeiras semanas não há gravidez pois o óvulo só é fecundado em torno do 14 dia. É verdade! Contemos então 39 a 41 semanas a partir da criação do óvulo, que afinal é metade do ovo. Certo? Quer dizer que se conta desde antes da existência do bebe? Exatamente, a gravidez se conta desde o começo do amadurecimento do óvulo e não da implantação do ovo. O folículo que acabou por produzir o óvulo, que foi fecundado, começou a amadurecer no primeiro dia do ciclo, ou seja, o primeiro dia da última menstruação, e só foi fecundado por volta do 14° dia. Conta-se então, a idade do óvulo e não do ovo. Um cálculo rápido para chegarmos a Data de Parto Provável (DPP) aproximada, se pode fazer, acrescentando nove meses mais uma semana a data da do primeiro dia da última menstruação, ou ao contrário; data do início da última menstruação, mais sete dias menos três meses. Se seus ciclos são grandes, mais que trinta dias, provavelmente, sua gravidez durara mais que essa previsão. Se mais curtos, menos de vinte e oito dias, provavelmente durará menos, variando das duas formas de duas semanas a mais ou a menos da data de parto provável, calculada a partir da última menstruação como indicamos acima. Só 20% dos bebes nascem nos dias marcados. O seguimento da gravidez por ultrasom trouxe uma enorme segurança para se marcar as datas, principalmente se os partos forem cesáreas que deverão ser previamente agendadas (cesáreas anteriores, placentas prévias marginais, tumores prévios) O dia que nasce o bebe tem algo a ver com a mudança de lua? Se essa pergunta for feita á uma velha parteira, sem dúvida você vai ouvir que sim. Se você perguntar á um cientista, ele vai dizer que não. Se você perguntar á um médico recém formado ele vai dizer que não, se você perguntar á um velho parteiro ele vai dizer que tem e muito. As luas “parideiras” ou “aborteiras” são comentadas sem, entretanto, nenhuma comprovação científica. A Escolha do Médico Atualmente no Brasil, 50% dos partos são atendidos por pelo menos 1 médico. Os outros 50% são atendidos por parteiras formadas (enfermeiras obstétricas), parteiras práticas, curiosas ou comadres. Se você faz parte do 50% que pode ser atendida por um obstetra, tem duas opções: querer ou não querer. Não é incomum, atendermos mulheres que querem dar a luz em casa, em suas camas e serem atendidas por seus maridos. Para essas recomendo muito cuidado pois, um parto pode ser muito fácil ou muito complicado sem qualquer aviso prévio, depois de uma gravidez absolutamente normal. Supondo que você deseje alguém para atendê-la, é preciso escolher o profissional. Para tanto é bom em primeiro lugar que se pergunte, como você é, quais suas necessidades, como se sentirá bem. Se for daquelas mulheres que dão muito valor à distância entre “o profissional que sabe tudo” e atribuir-lhe uma sapiência infinita a fará sentir-se bem, procure alguém que seja absolutamente reconhecido como um excelente parteiro, provavelmente um professor de Obstetrícia, ou alguém mais velho com reconhecida e estabelecida capacidade. Nesse caso você deverá ter um comportamento de obediência e reconhecimento, afinal ele sabe e você não. Se assim não for, e começar a questioná-lo, o que vai acabar acontecendo é que vai ficar insatisfeita e insegura. Se você é do tipo participativo e interrogativo que gosta de interrogar sob condutas e procedimentos, então lhe recomendo um médico que ao olhar para ele, você tenha vontade de falar: Meu Deus que homem paciente e tranqüilo! A mais fácil escolha é aquela que você já fez antes de ficar grávida, quando você precisou de Ginecologista, e por sorte ou conveniência escolheu um que já era também Obstetra. Agora que está grávida, que já o conhece e tem confiança nele, a gravidez tenderá a ser bem tranqüila. A palavra chave é Confiança. O atendimento socializado hoje no Brasil, ainda é de um nível muito baixo. Quais as melhores empresas de convênios médicos? Essa resposta é de uma evidencia cristalina: AS QUE FAZEM MENOS PROPAGANDA! Quanto mais dinheiro gasta em propaganda, (e esse dinheiro é o mesmo que você pagou para ser atendida), menos gastarão com você quando você precisar. Em suas veiculações em jornais , televisões, rádios e revistas, prometem que de tudo e dão total cobertura. Normalmente em algum lugar do plano está escrito: menos para parto ou doenças pré-existentes! Atenção!! Podemos depreender daí que um parto não pode, nesse aspecto, ser planejado nove meses antes, tem que ser pelo menos 10 meses, sendo esse mês prévio o da escolha de um convênio. Ë essencial que seu pleno inckua maternidade verifique nas letras grandes e miúdas e tenha certeza dessa cobertura. Se não houver, mude de plano. Verifique os hospitais credenciados “para parto”. Atenção! Às vezes em letras grandes está escrito que tais hospitais são credenciados (geralmente os mais caros) e em letras miúdas algo como: “somente para acidentes que aconteçam em viagens espaciais” Não tente economizar tempo e dinheiro, acreditando no primeiro corretor que lhe oferecer um plano, só porque pode pagar. Visite os hospitais propostos, verifique sua fama e principalmente, como você vai se sentir quando na hora do parto. Outro pensamento que você tem que afastar é que em assistência médica você vai “pagar galinha e comer peru”, não vai. Se você pagar pouco por um plano individual, você vai receber pouco do seu convênio, não tem jeito de ser diferente. A única maneira de isso dar certo, é você fazer parte de uma empresa com muitos funcionários que paguem bem seus planos, do contrário pode esquecer. Na hora que precisar, não vai ter o que quer. Tenho certeza que nossa previdência social (o antigo Inamps) dava muito melhor atendimento do que a maioria dos convênios atuais, em seus planos básicos, mas sua virtual falência foi provocada pelos próprios convênios que na ânsia de conseguirem mais segurados fizeram verdadeiros loobies políticos que acabaram por inviabilizar o atendimento previdenciário. Hoje o que temos? convênios que não atendem as expectativas de seus dependentes e nem a de seus médicos que são via de regra mal remunerados. O que você pode fazer para ser bem atendida por seu convenio?. Em primeiro lugar pergunte a seu médico a qual convênio ele pertence. Caso ele não pertença a nenhum e você não possa pagá-lo particularmente, com a lista dos hospitais conveniados, procure um médico que faça parte do corpo clínico da maternidade que você escolheu e que pertença ao seu convênio, não ao contrário: ou seja, achar o médico antes da maternidade. Se fizer isso, ele pode ser obrigado a indicar uma maternidade que seu convenio cobre, mas não é a que ele trabalhe ou prefira. Na primeira consulta, após tê-lo aprovado como seu médico, pergunte quanto ele cobra um parto particular e quanto ele ganha do seu convênio para fazer um parto. Você ficará surpresa. As diferenças são imensas. Se realmente se confirmarem grandes, proponha pagar-lhe um pouco dessa defasagem para fazer o seu parto. Combine quanto, e pague por mês se for o caso, amarre-o a você e a responsabilidade de atendê-la. Não é só o dinheiro que você pagará que fará a diferença no seu atendimento mas sim, o seu reconhecimento que o trabalho dele é importante e vale muito para você. Muitas vezes por dificuldades financeiras você tem que se submeter a dar a luz com quem você nunca viu, um plantonista que está no Hospital, que está seguindo vários trabalhos de parto como o seu, e com o qual você não tem qualquer afinidade. Internada em enfermaria, nem seu marido pode estar ao seu lado. O que fazer? Antes de tudo, preparar-se durante seu pré-natal para essa situação. Saber exatamente quais suas chances de parto normal, a posição do bebe, sua saúde. Durante o trabalho, procurar saber o nome do profissional que a atende e pergunte da evolução, fazendo-o, delicadamente, sabedor que é responsável pelo seu atendimento. Passe todas as informações sobre qualquer patologia que tenha tido e como foram tratadas, certificando-se que foram regularmente anotadas em seu prontuário. Calma, paciência e muita força para nascer o bebe. Se você ao contrário, pode ter um médico particular ao seu lado, pelo menos sua situação emocional estará bem melhor. Atualmente, uma mulher pode ter influencia e segurança muito grande na gestação e em seu parto. Nem sempre foi assim. Durante milhares de anos, a natureza e seus caprichos decidiam os destinos da mulher. No fim do século XIX, a média de vida de uma mulher não chegava há 50 anos, estatística influenciada, em grande parte, pela quantidade de óbitos derivados do ato de dar a luz. Só 22% das mulheres que faziam cesáreas no início do século sobreviviam. Escolhia-se entre a vida da criança e a da mãe, quando isso era possível. Se escolhessem a vida da criança, faziam cesárea. Quatro inovações mudaram drasticamente esse quadro. A primeira, que diminuiu em muito a mortalidade infantil, foi o Fórceps. Abreviando o parto, ele acabava dando aos bebes maior possibilidade de sobrevida. Em segundo lugar a Microbiologia com Pasteur, e a descoberta das bactérias, e depois com Fleming e a descoberta da Penicilina. Em terceiro lugar, a partir da segunda guerra mundial, a possibilidade de se fazer anestesia Raquidiana, permitindo assim operar alguém sem correr o rico de provocar as temíveis hepatites tóxicas pelos antigos gases anestésicos. Finalmente, a tipagem sanguínea nos deu a possibilidade da transfusão em casos com muito sangramento. Essas novidades, mudaram o quadro geral de atendimento ao parto. Hoje em dia a mortalidade materna no Brasil, considerando todos os rincões, tipos de atendimentos e partos não chega a 1%. Hoje uma mulher tem acesso à escolha da época em que engravidará, pelos anticoncepcionais, do tipo de parto que quer e muitas vezes por quem será atendida. O médico e a Paciente Quando começa seu pré-natal você percebe que seu Obstetra encaminha a anamnese, no sentido de saber quem e como você é. É importante deixar-se conhecer, é lhe conhecendo que ele poderá melhor atendê-la. Procure por outro lado saber se o hospital que ele freqüenta lhe é conveniente e próprio, se as instalações satisfazem as exigências dele. Convém também saber se ele será acessível quando você precisar, se tem celular, se pode lhe dar o número. Muitos obstetras fazem com que seus assistentes atendam as chamadas fora de horário ou em fins de semana. Se isso lhe convém tudo bem, se não, pondere com ele. Antes de tomar a decisão final se será ou não ele o seu obstetra, pense bem. A gravidez é um dos eventos mais importantes de sua vida. Você não pode estar com alguém em quem não tenha a mais irrestrita confiança. Dizem que uma boa dupla é formada por profissionais mais velhos com equipamentos novos. Caso goste de profissionais jovens, procure saber de outras pacientes que já foram atendidas por ele, como se sentiram e se realmente ele é bom. Você deverá se sentir à vontade para lhe telefonar quando quiser para fazer qualquer pergunta por mais incrível que seja, mas lembre-se, ele também é um ser humano que tem um limite e esse limite pode ser atingido. Citarei um caso para termos um exemplo: Normalmente, recebo seis telefonemas por noite entre 22 e cinco horas. Existem telefonemas clássicos, que de maneira nenhuma perturbam um obstetra. É o caso da ligação das 2 horas da manhã da sexta feira à noite, sempre feita pelo marido da gestante de 1 ou dois meses: − Doutor? − geralmente eles falam muito baixo, acredito que seja para não acordar o médico. − Sim sou eu, o que que houve? − Aqui é fulano, marido de cicrana, que está com dois meses de gestação. − Pois não, o que aconteceu? − Ela está sangrando! − É pouquinho e escuro? − pergunto − É sim! − Não é nada meu filho. Provavelmente o que aconteceu é o seguinte: vocês foram a algum lugar, jantar, festa ou algo assim, voltaram tarde, resolveram ter relações e depois da relação ela percebeu que sangrou um pouquinho não foi? − Como o senhor sabe? − Esses telefonema é clássico. Pode deitar e dormir tranqüilo. Não é nada. Um abraço e boa noite. Nada é mais perturbador para um médico que sentir que você não tem confiança nele. Muitas vezes, nem é você que não confia, as vezes é o seu marido.O que fazer? Se não conseguir esclarecer o assunto e ficar cada vez mais perturbada com os comentários dele, mude de médico. Algumas pacientes minhas que já tinham uma relação médico paciente estável antes de casar ou mesmo antes de conhecer seu marido, assim que casam ou engravidam dão sinais de uma profunda desconfiança. Da onde vem isso? Sem dúvida do cônjuge. Eu sinto isso e só não peço para mudarem de médico para não desampará-las, mas minha vontade é que mudem de livre e espontânea vontade. Lembre-se seu médico participa da relação tanto quanto você. Se você está se sentindo mal, ele também está e isso é péssimo para os dois. Outra coisa que não pode haver de sua parte, é “dizer que tem lobo quando não tem”. O que acontece é que quando realmente tiver, seu médico não vai acreditar tipo: − Doutor! Acho que estou perdendo o bebe! − quando tem uma cólica mais forte, que pode ser inclusive de intestino. Diga apenas: − Doutor! Estou com cólicas fortes.¬ − Deixe seu médico fazer o diagnóstico. − Doutor! Estou com hemorragia! − quando perdeu uma quantidade de sangue que não encheu nem um absorvente. Ao invés disso diga: − Doutor! Perdi sangue! − deixe que ele pergunte quanto, e em que condições. Lembre-se sempre que do outro lado da linha está em primeiro lugar um ser humano que quando você diz que está perdendo o nenê, leva um enorme susto, maior ainda quando diz que está tendo uma hemorragia. Vá com calma. Não espere um bom atendimento obstétrico se ficar trocando de médico até achar algum que obedeça as suas ordens. Depois de mudar duas vezes pode começar a achar que o problema do relacionamento talvez seja seu. Algumas coisas são essenciais da parte de quem a atende e você tem todo o direito de exigir: Boa formação profissional, não hesite em perguntar onde e quando se formou, se tem título de especialista, ou qualquer outra informação sobre a formação dele que quiser: Limpeza pessoal , um profissional que não cuida de sua aparência e asseio não pode fazer diferente com a maneira de trabalhar. Limpeza do consultório, deve ser perfeita. Se não for isso quer dizer que ele pelo menos não se importa muito com assepsia. Cuidado: Educação e respeito, você está sensível, deve e merece ser tratada com educação e respeito. Não tolere qualquer indelicadeza ou desrespeito: Delicadeza :o obstetra tem necessariamente que ser delicado. Ele vai pegar a cabecinha de seu filho. Essa delicadeza tem que ser de atitudes e gestos. Observe-o Clareza e precisão nas explicações ; a todas que você quiser sobre os assuntos de sua gravidez e de relacionamento entre vocês Ser encontrável ou localizável Ele não pode sumir e não ser localizável. Durante todo o pré natal dá para você avaliar isso. Se achar que pode falhar na hora do parto, mude de médico. A Escolha do Parto Pelo Obstetra — Doutor! Qual o parto que o senhor prefere? Eu prefiro o parto que for menos traumatizante para a mãe e o bebe. Se for um parto normal, que seja o parto normal, se for à cesárea que seja a cesárea. — Mas, o que o senhor considera normal? Normal para mim é em primeiro lugar um parto decorrente de uma gestante com uma evolução de pré-natal normal, com boa localização de placenta, boa pressão, fisiológico aumento de peso, bebe com no máximo 3 quilos e novecentas gramas, boa bacia óssea, sem qualquer patologia adjuvante (diabetes, discrasias sanguíneas, psicopatias etc). Em segundo lugar um trabalho de parto que aconteça naturalmente, sem a necessidade de induções por decurso de prazo de gravidez, com colo fechados. Depois desses requisitos, atendidos, interno a paciente com duas a quatro contrações em dez minutos, já com alguma dilatação. Num período de doze horas, sem anestesia, (a escolha da paciente) ou num período de quatro horas sob peri dural e indução com ocitócicos, o colo terá que apresentar uma evolução em sua dilatação que seja compatível com nossa esperança de fazer um parto fisiológico. Nesse período, o controle de batimentos e contrações deverá ser absolutamente normal, não evidenciando qualquer risco para o bebe. A dilatação ocorrendo normalmente, a cabeça se insinuando e girando normalmente para a sua saída, a paciente vai para a sala de parto, onde após fazer a episiotomia (corte que se faz para liberar os músculos para o nenê nascer) a paciente fará força por não mais de meia hora até o bebe nascer, sem auxilio de fórceps, vácuo extrato ou qualquer outro meio que não sejam as contrações e a força da gestante. Isso para mim é um parto NORMAL. Em assim não sendo, eu faço cesárea. Depois de ter meus filhos e netos, a visão do que representa um bebe para um casal e uma família sem dúvida mudou. Um bebe não pode ser tratado de maneira a atender os anseios de um profissional de ter um menor número de cesáreas, fazer bem um fórceps ou ser aplaudido por uma conduta heróica. Por outro lado um bebe não pode ser um objeto de anseios maternos de ter um parto “natural a qualquer custo”. Um bebe é muito precioso para correr qualquer risco . TIPOS DE PARTO Parto Natural Sem Acompanhamento Médico É o parto em casa. Para essa tentativa, é necessário uma preparação do casal, ou o atendimento por parteira, que se submeta a atender a gestante em casa, com propriedade e regras de assepsia para a mãe e o bebe. Em Amsterdam, Holanda, esse é um parto corriqueiro e muito bem estruturado (para os padrões deles e para as mulheres holandesas). Quando ele se torna inviável e se faz necessária uma cesárea ou um fórceps, prontamente é chamada uma ambulância que transfere a mãe para um hospital próximo. Como as escadas dos apartamento são muitas vezes muito estreitas para o transporte de uma maca, não é incomum ver-se uma gestante sendo retirada de seu apartamento pelo corpo de bombeiros, através de uma janela, do segundo, terceiro ou quarto andar daqueles prédios que em 90% não têm elevadores. No Brasil, esses partos só acontecem em comunidades naturalistas em multíparas sem assistência médica ou em tribos indígenas. Parto Natural familiar Por milhares de anos, as parturientes foram atendidas pelas mulheres mais velhas da família, que por já terem passado pela mesma situação, conseguiam dar conforto e amparo tão necessários nessa hora. A procura de posições que aliviassem, alguma massagem em musculaturas contraídas, a orientação de como fazer força, palavras de aconchego e confiança eram transmitidas pelas “mulheres experientes” fazendo da hora do parto algo mais humano e familiar. Imersos em toda tecnologia atual, numa estrutura familiar completamente diferente, onde as mulheres mais velhas estão trabalhando duro para sobreviver ou nem sempre podem ou querem participar dos partos de membros, é possível montarmos um esquema de amparo afetivo a parturiente? É possível envolvermos profissionais com mães, tias e primas, além de maridos nem sempre muito dedicados e a fim de estarem juntos? É! Atualmente, procurando criar esse mesmo clima “familiar”, e ao mesmo tempo trazendo todos os recursos técnicos a assistência ao parto, criaram-se em alguns hospitais, o chamado “Quarto de Parto”. Essa estrutura nada mais é que um quarto, onde depois do parto a gestante irá continuar, e que durante o trabalho, e o parto em si, se transforma em uma sala de parto, que permite á alguns membros da família, lá permanecerem. Numa estrutura assim montada, podemos inclusive submeter a paciente à sedação anestésica, caso necessite ou deseje, amenizando suas dores, humanizando o parto. Parto com Acompanhante Doula é uma palavra que vem do grego e que quer dizer “mulheres que servem”. Em 2001, foi feito em Campinas, o primeiro curso de formação profissional dessas mulheres. São Psicólogas, Fisioterapeutas, Enfermeiras, Voluntárias, que se preocupam com o fato de poder ajudar as gestantes em suas horas de parto. Elas fazem exatamente o que as “mulheres experientes” faziam, não interferem com a parte médica, não examinam nem a mãe nem o bebe através de ausculta, não auxiliam quem está fazendo o parto, enfim, estão ali preocupadas em amparar as parturientes em suas angústias, bem como fazendo uma interlocução com o marido e a família, explicando termos técnicos, traduzindo o que está acontecendo, sem sugerir condutas, sem prescrever medicações. Simplesmente exercendo sua profissão de “mulheres que servem”. Com o concurso dessas mulheres, que idealmente deve começar no pré-natal, consegue-se diminuir em 30% a indicação de cesáreas, em 40% a indicação de sedação anestésica para partos normais aumentando em uma percentagem não aquilatável o bem estar das parturientes. Partos em Cadeiras de Parto São para as parturientes e Obstetras que optam por fazer o Parto de Cócoras. Esse tipo de parto, presume ser essa a posição mais natural para se dar à luz, a posição primitiva, animal. Se se pretende fazer um parto sem recorrer-se a episiotomia (corte para liberar os músculos do períneo), esse parto é viável. Muitas vezes entretanto, a maior pressão exercida pela cabeça do bebe nessa musculatura, em função da própria posição, poderá causar maiores lacerações musculares. Sem dúvida, essas lacerações poderão ser corrigidas, mas sempre causam um maior desconforto no pós parto prolongando a recuperação. Partos na Água, ou Debaixo d’água Parte do princípio que o bebe está em meio líquido, e quando nasce, passando para o meio aéreo imediatamente, isso poderia ser traumatizante. Desde que se aceite esse conceito como válido, esse tipo de parto poderá ser tentado. É entretanto necessário que se saiba, do perigo que existe em um bebe ter o estímulo respiratório quando ainda na água, e o risco então de afogamento a que ele está sujeito. Além desse risco, a mulher ao fazer força para dar a luz, as vezes elimina fezes, e no caso, essas fezes ficariam no líquido que o bebe vai ter contato ao nascer. Parto Leboyer Birth Without Violence (Knopf 1975} livro lançado por Frederick Leboyer ,Obstetra francês revolucionou os conceitos de atendimento humanizado ao parto na década de 70. Basicamente ele introduziu procedimentos, na época ridicularizados, mas que até hoje subsistem na assistência ao parto. O conceito básico e inovador, é que não se deveria de uma maneira abrupta causar ao bebe mais estímulos dos que os que já existem naturalmente na passagem do útero para a vida fora dele. Começa-se pela iluminação: o parto não deve ocorrer em ambientes muito pouco iluminados, pois os olhinhos do bebe não estão acostumados à luz. O ambiente deverá ser de penumbra e a luz ser aumentada aos poucos. Ao nascer, o bebe não deve ser submetido as tradicionais palmadas, pois elas doem, e não são necessárias como estimulo respiratório. Alias, respirar só é necessário após o corte do cordão umbilical, pois antes disso é o oxigênio que a mãe respira, o que o supre. Para que a respiração aconteça naturalmente, não se deve cortar o cordão antes que ele pare de bater espontaneamente. Até aí colocamos o bebe no abdome da mãe para que ele se acalme ouvindo no silêncio que deverá estar na sala, o único som que lhe é familiar, o batimento cardíaco da mãe. Enquanto ela o aconchega, o médico deverá suavemente desobstruir sua vias nasais e cavidade oral, do líquido amniótico aí contido e só quando pararem os batimentos do cordão cortá-lo. O choro do bebe não é necessário. Várias vezes observei que ele só chorará quando o tirarmos do contato com a mãe. Pessoalmente na década de setenta submeti 50 pacientes a esse tipo de parto, cadastrando-as para poder seguir a evolução de seus filhos e saber se o tipo de parto influiu na performance deles durante a vida, em comparação com irmãos nascidos pelo método tradicional ou por cesárea. Hoje essas crianças estão com 25 anos e as únicas diferenças que pude sentir pelo relato das mães é que: foi o melhor e mais recompensador parto que tiveram e que seus filhos nascidos dessa maneira são “mais calmos“ que os outros irmãos. A interpretação apesar de ainda ser superficial, parece revelar que algo fica de bom, desse tipo de atendimento. A preocupação do médico em proporcionar ao seu filho que vai nascer algo que transcenda ao simples ato mecânico de fazer o parto, torna seu nascimento especial. Hoje em dia mesmo em partos rotineiros, não mais se recomenda bater nos bebes, nem cortar prematuramente os cordões. Parece que Doutor Leboyer tinha razão e sua contribuição permanece até hoje. Casas de Parto O governo tem incentivado nos últimos anos, a criação de “Casas de parto”. São lugares para onde as gestantes se dirigem quando em trabalho de parto e são aí atendidas da maneira mais humana possível, por parteiras e mesmo médicos, que conduzem seus trabalhos de parto para partos normais sem anestesia. Essas pacientes geralmente, fazem seus exames mensais de pré-natal nessas casa e são instruídas a se prepararem para o trabalho de parto em palestras psicoprofiláticas, que acabam por integrar o pessoal de trabalho e elas, num mesmo esforço e propósito que é o de ter o parto a mais normal possível. Caso isso não seja possível, são transportadas para hospitais de retaguarda que farão o atendimento. Os resultados obtidos são animadores, e a incidência de partos normais é bem maior que a média brasileira.

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